O Coelhinho d'Azeituna

Nas recônditas regiões onde habita o pensamento e a possibilidade se torna tangível, nascem os mitos e as lendas, forjadas através de pequenos eventos e afiadas por quem faz da imaginação sua ferramenta de desenvolvimento, oferecendo aos demais, motivos de conversa que pululam a mente humana, sempre atualizadas na medida do entendimento de cada geração.
Não é novidade para quem conhece a Azeituna, ver redondos autocolantes, com um coelhinho, acompanharem os seus elementos por onde quer que passam. Esta pequena versão moderna de Hansel & Gretel, vai mostrando o percurso feito por este grupo.

Muitas 'estórias' já se contaram acerca do animal escolhido para ser a mascote deste carismático grupo, que sendo formado por elementos do género masculino facilmente pode ser confundido pelo vigor sexual deste amoroso animal, mormente o relevo peitoral do género complementar, o feminino, publicitar os autocolantes com o referido bicho. Outra das concepções que contribuem para o mito, conta que nos primórdios da sua existência, os fundadores da Azeituna durante as suas actuações cantavam a célebre música “Eu sou um coelhinho”, contribuindo para a alegria das crianças. Não obstruindo a veracidade das anteriores proposições há ainda outro evento de carácter mais irreverente que pode activamente ter contribuído para a escolha da nossa mascote.

Como forma de festejar o 1º de Dezembro, data que assinala a restauração da independência de Portugal, que durante 60 anos viveu sob o jugo da corte espanhola, era tradição o assalto durante a madrugada, às capoeiras da mui nobre cidade de Braga, para fazer o célebre 'pica-no-chão'. A hora do pequeno delito não era escolhida ao acaso, pois quando a lua vai alta, dormem os homens o sono dos justos, e na residência dos galináceos reina grande calmaria.

Para evitar grande algazarra e qualquer problema que daí pudesse advir, dois bravos que se propuseram cumprir a tradição, decidiram ao invés de assaltar um galinheiro fazê-lo numa coelheira, local bem mais calmo e com inquilinos mais silenciosos, aparecendo aos restantes com um coelho nos braços. Entre gargalhadas e a boa disposição que é natural na juventude, decidiram colocar o coelhinho, nas traseiras, onde hoje se encontra sediado o emblemático Insólito, que se encontrava entregue à natureza. Para apaziguar as ânsias dos amantes dos animais, que se perguntam acerca do destino do tal coelhinho, foi grande a empatia entre os elementos da Azeituna e o referido animal, de tal forma que ainda hoje nos acompanha nas nossas actuações fazendo grande furor entre as crianças e sendo alvo constante do souvenir fotográfico.

É possível que outras 'estórias' se contem, contribuindo para o mito, que aqui estaremos para desmistificar.

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